Toda grande conquista tem uma história que precisa ser contada. Antes do reconhecimento, houve quem defendesse uma ideia. Antes de o diálogo encontrar espaço nas instituições, houve quem procurasse abrir suas portas. Antes de o setor alcançar avanços, houve homens e mulheres que dedicaram tempo, trabalho e parte importante de suas vidas à construção de um caminho coletivo.
A história do associativismo e do mutualismo brasileiro é feita dessas pessoas. Pessoas que assumiram responsabilidades quando ainda havia muitas dúvidas, que se mobilizaram diante das dificuldades e que compreenderam a importância de permanecer unidas em torno de uma causa.
É com esse sentimento de memória, justiça e profunda gratidão que a FAN — Força Associativa Nacional presta sua homenagem a Waldiney Pereira Reis, o nosso companheiro Dinei.
Reconhecemos uma trajetória que se confunde com momentos importantes da construção do movimento associativo em Goiás e de sua organização nacional. Uma trajetória marcada pela atuação na base, pela liderança de instituições, pela representação federativa e pela presença nas mobilizações que ajudaram a levar as demandas do setor aos espaços de decisão do país.
Dinei esteve presente nessa caminhada. E a FAN faz questão de dar esse testemunho.
Sua participação remonta ao surgimento e ao desenvolvimento da Aprova Goiás, a primeira associação do setor no estado, conforme a história que aqui celebramos. Naquele período, atuando como consultor, ele já contribuía para uma experiência que abriria caminhos para o crescimento do associativismo goiano.
Esse começo tem um valor especial. Foi no contato com as pessoas, na apresentação da proposta associativa e na construção cotidiana da confiança que Dinei conheceu as necessidades e as possibilidades daquele movimento. Antes de ocupar posições de direção e representação, viveu o trabalho de quem precisava explicar, ouvir, reunir e ajudar a construir.
Essa experiência acompanhou sua trajetória. Ao assumir novas responsabilidades, levou consigo o conhecimento de quem havia participado desde a base e compreendia que, por trás de cada associação, existiam pessoas com expectativas, necessidades e histórias de vida.
O desenvolvimento da Protecar representou uma nova etapa dessa caminhada. À frente da associação, Dinei ampliou sua contribuição para o fortalecimento do setor em Goiás e assumiu responsabilidades que exigiam capacidade de organização, firmeza e compromisso com os associados.
Naquele contexto, dirigir uma associação significava também participar da defesa de sua própria existência. Enquanto as instituições cresciam e atendiam seus integrantes, o movimento precisava enfrentar questionamentos e buscar o reconhecimento de suas particularidades.
Era necessário cuidar da associação e, ao mesmo tempo, explicar sua natureza. Organizar o cotidiano e participar dos debates que poderiam definir seu futuro. Sustentar o trabalho da instituição e contribuir para que o conjunto do setor encontrasse condições de continuar avançando.
Dinei assumiu seu lugar nessa tarefa.
A história da Protecar também foi marcada por uma importante conquista judicial, com decisão transitada em julgado que reconheceu características próprias do associativismo e do mutualismo, distinguindo-as das características do seguro. Esse episódio ocupa um lugar significativo na memória do movimento e na trajetória que hoje homenageamos.
Para quem acompanhou aquele período, decisões dessa natureza tinham um significado que ultrapassava os limites de uma entidade. Fortaleciam argumentos, ampliavam perspectivas e renovavam a disposição de dirigentes e associados que enfrentavam desafios semelhantes em diferentes partes do Brasil.
Era a afirmação de uma demanda que atravessou nossa caminhada: compreender o associativismo a partir de sua identidade, de sua organização e das relações de participação e ajuda mútua que lhe dão sentido.
Ao longo desse processo, Dinei demonstrou compreender a ligação entre o futuro de sua associação e o futuro do movimento. Sua atuação se estendeu às responsabilidades coletivas, à representação institucional e à articulação com outras lideranças.
Posteriormente, com o desenvolvimento da AGSMB — Associação Goiana de Socorro Mútuo e Benefícios, deu continuidade a essa história de organização e compromisso. A construção de mais uma instituição veio acompanhada da disposição de seguir contribuindo para o fortalecimento do setor.
Essa dedicação merece ser reconhecida. A rotina de uma associação impõe demandas constantes. Participar também das lutas nacionais significa reservar tempo, enfrentar deslocamentos, acompanhar discussões e assumir compromissos cujos resultados alcançam pessoas e instituições muito além da própria entidade.
Dinei fez essa escolha em diferentes momentos de sua vida associativa.
Sua atuação como presidente da FEAB, a federação das associações em Goiás, constitui outro capítulo importante dessa trajetória. Durante sua gestão, contribuiu para um período de fortalecimento, mobilização e articulação do movimento goiano.
À frente da federação, ajudou a reunir lideranças e a ampliar a presença institucional das associações. Participou do esforço de organizar demandas, construir entendimentos e levar a realidade do setor aos espaços em que ela precisava ser conhecida.
Esteve presente junto ao Governo do Estado de Goiás e à Assembleia Legislativa de Goiás, contribuindo para aproximar o movimento associativo do debate público e das instituições.
Esse trabalho exige persistência. Uma representação se fortalece na capacidade de ouvir, de reunir posições e de apresentar propostas. Também se fortalece pela continuidade: voltar à discussão, acompanhar seus desdobramentos e manter o compromisso com aqueles que se representa.
Dinei participou dessa construção e ajudou Goiás a ocupar um lugar importante na mobilização nacional.
Brasília é um dos grandes pontos de encontro dessa história.
Nas mobilizações em defesa do associativismo e do mutualismo, Dinei esteve conosco. Somou sua presença à de companheiros de diferentes estados, participou das articulações e contribuiu para que as demandas do setor fossem apresentadas com força e organização.
Quem viveu essa caminhada sabe o significado de estar presente.
Uma mobilização começa antes da viagem. Começa na decisão de participar, na organização das pessoas e na compreensão de que o esforço coletivo precisa de cada liderança. Depois vêm as reuniões, os debates, a defesa das propostas e o trabalho de manter o movimento unido em torno de seus objetivos.
E a luta continua quando a agenda termina. Continua na necessidade de acompanhar o que foi discutido, mobilizar novamente e retornar quantas vezes forem necessárias.
Foi nessa caminhada que encontramos Dinei tantas vezes.
Encontramos o dirigente, o articulador e o companheiro disposto a contribuir. Encontramos alguém que compreendia a importância de Goiás participar de uma construção nacional e de as associações se reconhecerem como parte de um movimento maior.
A Força Associativa Nacional reconhece sua participação ativa em suas estruturas, em suas iniciativas e em suas mobilizações. Sua contribuição integra a história da FAN e o esforço de reunir diferentes experiências em torno de uma representação capaz de defender interesses comuns.
Estivemos juntos em congressos, encontros e debates Brasil afora. Compartilhamos discussões em Pernambuco, em Minas Gerais e nos simpósios da FAN, entre tantos espaços que contribuíram para amadurecer as propostas do setor.
Esses encontros tiveram importância na construção de uma compreensão coletiva. Lideranças de diferentes regiões puderam apresentar suas experiências, conhecer outras realidades e perceber que muitos dos desafios enfrentados localmente exigiam respostas nacionais.
Dinei levou a esses espaços sua experiência, sua disposição para o debate e seu compromisso com a causa.
Também merece destaque sua presença no primeiro debate do associativismo com a SUSEP, realizado em São Paulo. A construção dessa interlocução foi parte importante da busca por reconhecimento e por uma compreensão mais aprofundada da atividade mutualista.
Participar desse processo significava apresentar a realidade das associações, sustentar seus argumentos e contribuir para um diálogo que precisava avançar. Dinei esteve nessa etapa, assim como esteve presente na caminhada pela regulação do mutualismo.
Compartilhamos ainda debates e cerimônias junto ao Supremo Tribunal Federal, em momentos que compõem a trajetória institucional do movimento. Sua participação nesses espaços expressava a continuidade de um compromisso assumido ao longo dos anos.
Da atuação como consultor ao exercício da liderança associativa, da presidência da federação às mobilizações da FAN, das articulações em Goiás aos debates nacionais, sua trajetória revela disposição para assumir responsabilidades e contribuir com a construção coletiva.
É essa continuidade que hoje reconhecemos.
O setor cresceu, ampliou sua organização e conquistou novos espaços de reconhecimento. Ao celebrar esses avanços, temos o dever de preservar a memória de quem participou de sua construção.
As conquistas pertencem a um movimento formado por muitas pessoas. Cada uma contribuiu a partir de sua realidade, de suas possibilidades e de suas responsabilidades. Reconhecer essas contribuições fortalece nossa união e permite que as novas gerações compreendam o valor do caminho percorrido.
Waldiney Pereira Reis é uma das figuras que precisam ser lembradas e reconhecidas nessa história.
Seu trabalho ajudou a fortalecer o associativismo em Goiás. Sua atuação federativa contribuiu para a organização das associações. Sua presença em Brasília somou forças às mobilizações nacionais. Sua participação nos congressos e debates ajudou a ampliar a discussão sobre o setor. Sua caminhada ao lado da FAN faz parte da memória que construímos juntos.
Ao prestar esta homenagem, a Força Associativa Nacional dá um testemunho de convivência e de respeito.
Nós compartilhamos essa caminhada. Estivemos nas mobilizações, participamos dos debates e acompanhamos sua contribuição. Por isso, nosso reconhecimento nasce de uma história vivida em conjunto.
Dinei, receba nesta celebração a gratidão dos seus companheiros de luta.
Gratidão por sua contribuição desde os primeiros passos do associativismo goiano. Pela responsabilidade assumida à frente das associações. Pelo trabalho realizado na federação. Pela disposição de representar o setor e construir pontes com as instituições.
Gratidão por estar nas mobilizações em Brasília, nos encontros pelo Brasil, nos debates com a SUSEP e na caminhada pelo reconhecimento e pela regulação do mutualismo.
Gratidão por contribuir com a FAN e por compreender que a força do movimento depende da participação de suas lideranças.
Sua trajetória merece ser celebrada também pelo que representa para aqueles que chegam agora: o exemplo de alguém que começou na base, ampliou suas responsabilidades e manteve sua participação em diferentes etapas da construção do setor.
As novas gerações precisam conhecer essa história. Precisam saber que o reconhecimento foi buscado com trabalho, organização e persistência. Que houve pessoas dispostas a representar suas associações e, ao mesmo tempo, lutar por condições melhores para todo o movimento.
Você está entre essas pessoas, Dinei.
Quando recordamos as mobilizações, encontramos sua presença. Quando revisitamos a construção do associativismo em Goiás, encontramos sua contribuição. Quando contamos a história da FAN e das lutas nacionais que compartilhamos, encontramos seu nome.
E fazemos questão de registrá-lo com respeito.
O caminho continua, com novas responsabilidades e novos desafios. Mas seguir adiante exige saber reconhecer aquilo que nos trouxe até aqui e quem ajudou a construir essa trajetória.
Por isso, esta homenagem é uma expressão pública da nossa gratidão e do lugar que você ocupa na memória do movimento.
A FAN reconhece sua história, agradece sua contribuição e tem orgulho de ter caminhado ao seu lado.
Waldiney Pereira Reis, nosso companheiro Dinei: receba o abraço fraterno de quem conhece o valor da sua participação e respeita o trabalho que você dedicou a essa causa.
Você faz parte da nossa história. Seu trabalho faz parte das nossas conquistas. E o reconhecimento da sua trajetória faz parte do nosso compromisso com a verdade e com a memória do associativismo brasileiro.